Começam as negociações com a Fenaban

O Comando Nacional dos Bancários defendeu nesta quinta-feira (18), na primeira rodada de negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em São Paulo, a importância de todas as 128 reivindicações da minuta dos bancários na Campanha Nacional 2016. 

O presidente do Sindicato, Eduardo Araújo, que integra o Comando Nacional e participou da reunião, disse que o objetivo foi aprofundar as discussões, com base em dados e números. “Os bancos têm que se posicionar sobre as propostas apresentadas”, cobrou. As negociações seguem nesta sexta-feira (19), para debater saúde, condições de trabalho e segurança. 

Os representantes dos trabalhadores levaram à Fenaban o que querem: reajuste salarial de 14,78%, sendo reposição da inflação mais aumento real; piso de R$ 3.940, com base nos estudos do Dieese; percentual maior de distribuição da PLR; reajuste dos vale alimentação e refeição tendo como referência a inflação de alimentos; vale cultura e auxílio-educação para todos e igualdade de oportunidades, em especial em relação à situação das mulheres, que já são discriminadas desde a admissão e depois na ascensão profissional com cargos e remuneração inferiores. 

As discussões também giraram em torno das chamadas agências digitais. Uma das principais críticas feitas pelos dirigentes sindicais é que esse novo modelo de atendimento vem sendo implantado de forma “agressiva”, sem regulação e sem qualquer debate com o movimento sindical sobre os seus impactos sobre os trabalhadores. 

Emprego 

Também tiveram início os debates sobre uma dos principais reivindicações dos bancários diante da onda de demissões registradas no setor: emprego. Somente no primeiro semestre deste ano, a despeito do bom desempenho alcançado pelos bancos, chegou a quase 13 mil o número de postos de trabalho fechados em comparação com junho de 2015 e foram fechadas mais de 400 agências. 

“É impensável que um setor que lucrou mais de R$ 30 bilhões só no primeiro semestre deste ano tenha demitido tanto”, disparou o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo, acrescentando que só os números dos balanços semestrais dos três maiores bancos privados comprovam que a palavra crise não existe no vocabulário dos banqueiros. “O Bradesco fechou o semestre com lucro de R$ 8,27 bi e o Itaú com R$ 10,73 bilhões. Já o Santander viu seu resultado aumentar 4,8% em comparação com os seis primeiros meses de 2015, batendo a casa dos R$ 3,46 bi”.

                              
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Renato Alves

Do Seeb Brasília

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